A partir de uma demanda identificada no Centro Cultural da Juventude, a Prefeitura do Município de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, tomou a iniciativa de criar um fundo para co-patrocínio de primeiras obras, destinado aos profissionais iniciantes. O fundo, que recebeu um aporte de R$ 250 mil, concede valor máximo de R$ 50 mil a cada projeto selecionado, incluindo as taxas e os impostos, que ficarão por conta do selecionado.
A iniciativa pretende ocupar a lacuna deixada entre o Programa de Valorização de Iniciativas Culturais – VAI, e as Leis de Incentivo e Fomento. Havia uma zona intermediária descoberta, justamente aquela em que se encontram diversos grupos juvenis.
O edital para seleção de projetos foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo no dia 24 de julho de 2007. As inscrições foram efetuadas no Centro Cultural da Juventude, entre os dias 25 de julho e 10 de setembro de 2007.
Veja a lista dos projetos vencedores, publicada no Diário Oficial da Cidade de São Paulo no dia 8 de novembro de 2007, clicando ao lado (mais…)
O Laboratório de Multimeios do CCJ recebe a produção do site Radiola Urbana em homenagem ao Nigeriano Fela Kuti. Re-publicamos o apanhado que conta com textos, imagens e áudio em comemoração ao 20 de novembro, dia da consciência Negra. Serão 3 matérias e três programas musicais com três diferentes Djs/colecionadores. Sirvam-se!
Afrobeat é compromisso
Texto por Ramiro Zwetsch
Desenho por MZK
Seleção musical por Thaira
Quem teve a sorte te assistir ao vivo, pirou. Foi o caso de Bootsy Colins – lendário baixista do funk, que acompanhou tanto James Brown quanto os grupos Parliament e Funkadelic (ambos liderados pelo lunático George Clinton). “Fela apareceu e quebrou tudo. Eu nunca tinha assistido ou sentido nada igual a aquele som, tá ligado? Foi incrível e eu acho que absorvi tudo que eu estava ouvindo e vendo. Eu simplesmente trouxe aquilo de volta comigo e se tornou uma parte de mim.”
Bootsy falava sobre o músico nigeriano Fela Ransome Kuti que, como bem descreveu, costumava causar estrago pelos palcos por que passava. O próprio James Brown também ficou impressionado quando’ o viu tocar (provavelmente, em alguma data perdida na década de 70). “Quando estivemos em Lagos, visitamos o clube de Fela Ransome Kuti. A banda dele tinha um ritmo forte. Acho que Clyde absorveu um pouco daquele som no seu jeito de tocar e Bootsy fez o mesmo”, escreveu, em sua autobiografia, referindo-se ao baixista e a Clyde Stubblefield, um dos bateristas que tocou por mais tempo com Brown.
As lembranças dos dois músicos – ambos figuras essenciais na concepção do funk norte-americano – ilustram uma das mais saudáveis trocas de referências que já brindaram a música, já que o próprio Fela Kuti não escondia a influência que o soul de James Brown exercera na sonoridade de sua primeira banda, The Koola Lobitos (formada em 1961 e rebatizada, oito anos depois, para Nigeria 70). O batera Tony Allen, fiel escudeiro de Fela, também guarda recordações do encontro com os JB’s. “Eles foram ao nosso concerto e o diretor musical de James Brown sentou-se bem ao meu lado. Enquanto ele observava o movimento dos meus pés, eu rachava o bico”, disse em entrevista à revista Wire. Tony Allen, porém, disse à Radiola que não conheceu James Brown pessoalmente. Leia a entrevista com o baterista.
Continua … (mais…)
É o nosso segundo Escuta Visita ao Jazz nos Fundos. Desta vez registramos uma performance de Flamenco com o grupo Pátio Viejo. O Jazz nos fundos, aos poucos vai se transformando num parceiro de expanção do acervo de áudio do Centro Cultural da Juventude. Vale notar que a técnica de gravação é bem simples. Uma mesa de som, um microfone e um notebook garentem o registro que tem proposta de captar o ambiente sonoro longe da lógica de estúdio.
O registro foi dividido em duas partes aproveitem mais uma sessão musical
Patio Viejo apresentou:
.David Caldeira na guitarra Flamenca
.Márcio Bonefon no cante Flamenco
.Ulisses Ruedas no cajón
.Lucas Ruedas no cajón
o grupo também apresentou performance de dança flamenca.
gravação por Marcelo Gregório (laboratório de Multimeios do CCJ)
O Festival Mix Brasil de cinema, que acontece desde 1993, tem como objetivo discutir as diversas manifestações da sexualidade, sendo essas homossexuais ou não.
Considerado o maior festival de cinema sobre sexualidade na América Latina, o evento acontece também nas cidades de Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife.
“Meu Cão Me Ensina a Viver” (Rio de Janeiro/ 12 min)
Diretor: Filipe Moura
Sinopse: Jovem fotógrafo, após súbita enfermidade do seu cão, busca entender toda a extensão do que significa a presença.
“O Papel das Dobras” (São Paulo/ 19 min)
Diretor: Bruno Jorge
Sinopse: Levando uma relação desgastada com seu companheiro, um homem tenta manter vivo seu antigo sonho de ser diretor de teatro pagando prostitutas para encenar enquanto conserva um prazer peculiar por dobraduras.
“Bárbara” (Belo Horizonte/ 10 min)
Diretor: Carlos Gradim
Sinopse: Bárbara, no leito de morte de seu pai, recorda-se dos desdobramentos do seu último encontro com ele, das dificuldades da infância e do desentendimento com os pais que a expulsaram de casa. As cenas se intercalam entre um quarto de hotel e um quarto de hospital, o que permite um jogo entre a atualidade da história ficcional e a lembrança do reencontro de Bárbara com seu pai. Os conflitos que rodeiam a personagem surgem da relação de Bárbara com seu corpo, a partir da reflexão de que o corpo é a expressão do homem.
“Beijo de Sal” (Brasil/EUA/ 18 min)
Diretor: Fellipe Barbosa
Sinopse: Numa ilha isolada na costa verde do Rio, o quarentão Rogério tenta trazer seu melhor amigo recém-noivo de volta para a boa vida.
“Acorda” (Brasil/Holanda/ 19 min)
Diretor: Roberta Marques
Sinopse: Sidney é um garoto do subúrbio que vende pássaros na praia de Fortaleza. Cansado da vida que leva, deseja sair do país e virar estrela. Mas sabe que vendendo pássaros nunca conseguirá dinheiro para a viagem. Um dia, Sidney conhece Robert, um estrangeiro que se afeiçoa por ele.
“Ta” (Rio de Janeiro/ 5 min)
Diretor: Felipe Sholl
Sinopse: Dois meninos cheiram cocaína, falam sobre sacanagem e se pegam num banheiro público. O que poderia ser clichê sobre sexo e drogas surpreende quando eles resolvem revelar seus verdadeiros desejos.
“Doce e Salgado” (Recife/ 7 min)
Diretor: Chico Lacerda
Sinopse: Dois adolescentes amigos de colégio descobrem o desejo.
para ver o restante da programação clique ao lado (mais…)
Nos primórdios de nossas produções, melhor dizendo, a fase Reggae de nosso projeto Escuta, ainda engatinhavamos com nossos recursos , principalmente com aparelhagem. A chegada de algumas válvulas para aquecer e outras coisas como o conhecimento possibilitaram que nossas produções – do laboratório de multimeios – melhorassem. Apresentamo-lhes David Hubbard e as três canções que resultaram deste trabalho. Espero que gostem e logo colocaremos o show de Reggae que tivemos durante mês da cultura idependente (outubro) com David e The Roots Controlers.
David Alexander Hubbard & Fighing Soldiers
House a Burn
Get Concious
S.O.S mecanically
S.O.S mecanically (acapela)
Letras e Músicas por David Hubbard.
Gravado por Jah Nomoh.
Mixado por Jah Nomoh & David Hubbard.
Masterizado por Jah Nomoh.